segunda-feira, 26 de maio de 2008

FÁBULA DIFERENTE

FÁBULA DIFERENTE

Movido por uma paixão
Guiado por um encantamento
Aprisionado por uma ilusão
Libertado por um sentimento...

Um conto de fadas
Que se iniciou em uma prisão
Em uma torre de espinhos
Que se encontrava
Um coração...

Um sopro de dragão
Fogo de paixão
Preso a correntes
Libertado por uma deusa
Atraente

Uma masmorra de sonhos
Um mortal e uma diva
Vivendo intensamente
Ardendo em chama viva
Em meio a serpentes

Sem donzelas em perigos
Nem príncipes valentes
Somente um abrigo
Em uma fábula diferente.

Flávio Cardoso Reis

Texto publicado no Blog do Jornal O Rebate por nossa amiga Marta Peres, de terça feira 20 de maio de 2008, um especial com o nome de " Poesias e Amigos!", uma excelente seleção de poemas vale pena conferir...

link do blog http://orebate-martaperes.blogspot.com/

terça-feira, 20 de maio de 2008

ESQUINA DE SENTIMENTO

Ruas se cruzam
Em uma avenida de sonhos
Placas indicam
Onde está meu coração

Faixas na rua
Semáforos coloridos
Mostram o caminho
A ser percorrido

Uma avenida
Movimentada
De pensamentos

Na esquinaTrêmulo
Como uma esfera
Sem aderência
Estou a sua espera

Ao longe te avisto
Te comparo a um monumento
Em meio a praça
Você me abraça
Eternizo esse momento
Vivido em uma esquina de sentimento

Flávio Cardoso Reis 13/05/2008

sábado, 10 de maio de 2008

PRECIPITADO

PRECIPITADO

Acelerado
Um pouco apressado
Me envolvi numa paixão

Um tanto precipitado
Bastante entusiasmado
Entreguei meu coração

A um amor
Bastante conturbado
Onde sai prejudicado
Apesar de muita dedicação

Aprendendo com a vida
Depois de machucado
Que o amor nos prega peças
E que devemos ter atenção

Descobrindo que a paixão
Tem que vir
De ambos os lados
E que não devemos
Ser precipitados
Nas coisas do coração.

Flávio Cardoso Reis 10/05/2008

sexta-feira, 9 de maio de 2008

MÃE...TEMPO INTEGRAL

MÃE...TEMPO INTEGRAL

Tu és meu filho adorado
Tu és a minha alegria
Serás sempre o meu amado
Em todos os dias de minha vida.
E como boa mãe
Estou sempre ao teu lado
Dizendo : - filho atenção
Tome muito cuidado.
E os anos vão se passando
e nossas vidas interagindo
Trabalho em casa, trabalho fora
Com você sempre me seguindo.
Te ofereço tempo integral
Sem tempo do meu próprio tempo
Quando chegará a hora
Do meu tempo que ficou pra tráz ?
Recomeço um novo tempo
E me encaixo no teu tempo
Agora chegou a hora
Dos netos, um novo tempo.

Autoria : Amarilis Pazini Aires

Enviado através da comunidade CONECTADO...

MÃE, AINDA PRECISO!

Mãe, Ainda Preciso!
Hoje mesmo crescido
Ainda preciso de teu colo aquecido
Colo onde muitas vezes adormeci
Ouvindo você me dizer
Não tenhas medo menino...
Ainda temo muitas coisas minha mãe!
Os fantasmas não são mais os mesmos,
Ainda me sinto indefeso...

Sinto saudades de levantar a noitinha
E correr para a sua cama quentinha
Onde me sentia protegido...

Lembro-me dos beijos na testa
Que toda noite me dava antes de dormir
Dizendo durma com os anjos meu filho...

Seu amor me deu força
Você me educou
Das vezes que caí, me levantou
Das vezes que chorei, me consolou
Tornou-me o Homem que hoje sou...

Flávio Cardoso Reis 30/04/2008.


Texto publicado no Blog do Jornal O Rebate por nossa amiga Marta Peres, de segunda feira 05 de maio de 2008, um especial com o nome de " Poetas homenageiam as Mães!", uma excelente seleção de poemas vale pena conferir...

link do blog

http://orebate-martaperes.blogspot.com/

terça-feira, 6 de maio de 2008

PÁGINA EM BRANCO

PÁGINA EM BRANCO

Cada dia é uma página em branco
Onde desenhamos e escrevemos...
A imagem e o contexto dependem
De como vivemos ...

Hoje escrevi uma página
Que na minha vida será
Lembrada...

Juntando se páginas e páginas
Formamos o livro da vida
Onde somos autores e protagonistas

Diferente dos livros
Rascunhos não podem ser apagados
E acabam se tornando nossos
Próprios aliados

Aprendemos com os erros
E não existem corretivos
As lições que aprendemos
São os momentos vividos

Todos os dias surgem novos
Personagens...
Muitos se tornam parte do livro
Outros restam apenas imagens

Fecho a página
Mas não termino o livro...

Flávio Cardoso Reis 06/05/2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DEPORTADO

DEPORTADO

Sem chão
Coração alado
Desanimado
Deportado
Para um mundo de ilusão

Sentimento extraditado
Que não quer ser relembrado
Das lembranças de um passado
Preferindo ficar na solidão

Sendo refugiado
Em um mundo perfeito
Onde não existe decepção

Acolhido
Por um olhar satisfeito
Trazendo de volta
Um pouco de paixão,
Um ser renovado
Naturalizado
Em uma outra
Nação!

Flávio Cardoso Reis 05/05/2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

HERÓIS ANÔNIMOS

Hérois Anônimos

Dia 1º de maio
Dia do trabalho
Dia de homenagear
As mãos cheias de calo

Heróis anônimos
Em lutas diárias,
É na lida do dia a dia
Que se vencem batalhas...

Muitos fazem milagres
Com o pouco que ganha,
Mantém o lar
Faz seu ordenado
Se multiplicar...

Existem vilões
O desemprego
E corrupções,
Que tiram a dignidade
De muitos cidadãos

O trabalho dignifica
O trabalho humaniza
Através do trabalho
Iniciamos conquistas

Conquistamos respeito
Conquistamos estimas
Conquistamos dignidade
Conquistamos melhoria de vida.

Flávio Cardoso Reis 28/04/2008
OLHAR SEDUTOR

Apaixonei-me por você
No momento que me olhou,
Seu olhar penetrante
Foi o que me enfeitiçou

Seus olhos negros
Doce e sincero
Idênticos a jabuticabas
Um olhar meigo
Que reflete até a alma!
Deixa-me louco,
Não consigo manter a calma,

Esse olhar sedutor
Conseguiu me trazer amor,
Através da menina - dos – olhos
Você me encantou...

Flávio Cardoso Reis07/04/2008

sábado, 26 de abril de 2008

MENINO HOMEM

MENINO HOMEM

Crescido, desenvolvido
Maduro, Mente aberta
Seguro no que for preciso
A cobiça ele desperta

Mistura novo e moderno
Com ar responsável e terno
Ser em potencial
Acima do normal

Sempre se destacou
E nunca se preocupou
Existe um diferencial
Um brilho ou algo a mais
Que o torna especial.

Flávio Cardoso Reis 26/04/2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

MARIAS

MARIAS

Maria que é cheia de graça
Maria mulher de José
Maria que é bonita
Maria de Nazaré.

Maria que veio do céu
Maria que veio da Penha
Maria que nasceu comprida
Maria que nasceu pequena.

Maria de Zé Ninguém
Maria do Zé da Esquina
Maria namoradeira
Maria mulher ou menina.

Maria-sem-vergonha
Maria escandalosa
Motoristas Dona Maria
Maria Padilha que encosta.

Maria tão aparecida
Maria Bethania que canta
Tem Maria que é pecado
Tem Maria que é santa.

Marias são Marianas
Marias são Madalenas
Marias são Leopoldinas
Marias são Filomenas.

Marias tão cheias de fé
Marias com nome de flor
Maria que vai com as outras
Maria sinônimo de amor!

(Mell Glitter)

terça-feira, 22 de abril de 2008

BATALHA DA VIDA

BATALHA DA VIDA

Água que hidrata,
É a mesma que o homem desperdiça
Nascente que deságua
Formando afluentes de vida
Vive sendo destruída
Por uma raça desinteressada
Que se diz desenvolvida

Água que brota dos olhos,
Formando caminhos estreitos
Nos mostra que estamos errados
E que precisamos dar um jeito,

Faço um apelo
A todos que sensibiliza,
Vamos preservar a água
A água que se batiza

Quando se destrói uma nascente
Destrói – se fonte de vida
Não haverá biodiversidade
Se esta luta for esquecida.

Vamos abraçar essa causa
Batalhar pela preservação
Para não sentenciar
A própria condenação!

Flávio Cardoso Reis 22/04/2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

UM DIA EU ESCREVI!

UM DIA EU ESCREVI!

Sobre um SENTIMENTO ARRANCADO
Que ia AO ENCONTRO DAS PEDRAS
Em uma NEBLINA DE UTOPIA
Onde TENTO TE ENCONTRAR
Através de NOSSOS MOMENTOS

Um dia eu escrevi
Um DESABAFO
Sobre todas minhas LÁSTIMAS
Minhas EMOÇÕES E SENTIMENTOS
Demonstrada por EXPRESSÕES
Existentes em MEU MUNDO

Um dia eu escrevi
Sobre meu INSTINTO ANIMAL
Quando eu era SALTIMBANCO
Que me deixou DESABRIGADO
Tornando-me um BANDIDO
Hoje MINH’ALMA RECLAMA


Um dia eu escrevi
Que ARREPENDI-ME
Depois de um TELEFONEMA
Que me deixou em FOGO BRANDO
Após ter entrado em um LABIRINTO
Achando que éramos os DONOS DO LUGAR

Obs:. Apresentação de meus textos....

Flávio Cardoso Reis

TEMPO

Tempo

O tempo passa
Veloz como o vento
Buscando procuro
Minha essência.

Mergulho bem fundo
No meu coração
Procuro...procuro...
Não acho solução
E nessa procura
Preciso encontrar
A chama divina
Que habita em mim.

João Pessoa, 05/01/08Neneca

domingo, 20 de abril de 2008

SENTIMENTO ARRANCADO




Sentimento arrancado


Cargas de desejos

Transportadas

Na clandestinidade

Nos mares da cobiça


Abstraído através de

Malícias e súplicas

Em meio a volúpias

De tamanha intensidade


Usurpado o sentimento

Não doado

Acaba sendo tirado

O que deveria ser

Ofertado


Flávio Cardoso Reis 20/04/2008